quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Suzuki Jimny

Suzuki Jimny

Suzuki Jimny
Visão Geral
Nomes
alternativos
Suzuki Samurai
Suzuki Sierra
Suzuki Santana
Suzuki Caribbean
Suzuki Potohar
Chevrolet Samurai
Chevrolet Jimny
Holden Drover
Maruti Gypsy
Mazda AZ-Offroad
Produção1970 – presente
FabricanteSuzuki
Modelo
ClasseMini utilitário esportivo / Keijidosha
CarroceriaJipe, 3 portas, capota em metal ou lona
Ficha técnica
MotorM13AA (1.328 cm³),
K9K (1.461 cm³) ou
K6A (658 cm³)
TransmissãoManual, 5 marchas ou Automática, 4 marchas
LayoutMotor dianteiro, tração traseira / 4x4
Modelos relacionadosSuzuki Samurai
Suzuki Vitara
Mazda AZ-Offroad
Mitsubishi Pajero Mini
Daihatsu Terios
Nissan Kix
Toyota Rush
Dimensões
Comprimento3.665
Entre-eixos2.250
Largura1.600
Altura1.705
Peso1.420 (M13AA)
1.500 (K9K)
990 (K6A)
Tanque40
ConsumoCidade: 11 km/l
Estrada: 16 km/l
Combinado: 14 km/l
Cronologia
Hope Star ON360 / Suzuki LJ10
Jimny é um utilitário esportivo de porte mini com tração 4x4 produzido pela Suzuki. Lançado oficialmente no Japão em 1970, hoje é vendido em 188 países e regiões do mundo.[1] No passado, em muitos desses locais, algumas de suas gerações anteriores receberam nomes diferentes, tais como Samurai e Sierra. Atualmente, seu nome original japonês (Jimny) já é adotado na maioria dos mercados.

Características[editar | editar código-fonte]

Dependendo do mercado em que é vendido, o Jimny atual pode estar disponível em versões com motor a gasolina de 1,3 litro (M13AA), com motor a diesel de 1,5 litro (K9K) ou com motor a gasolina de 0,6 litro (K6A).
M13AA é um motor em alumínio com quatro cilindros em linha, orientação longitudinal, 1.398cm³, DOHC 16 válvulas, comando de válvulas varíavel (ou VVT, Variable Valve Timing em inglês) e injeção eletrônica multiponto sequencial. Apresenta potência máxima de 85 cv a 6.000 rpm e torque máximo de 110 Nm a 4.100 rpm.
K9K é um motor em alumínio com quatro cilindros em linha, orientação longitudinal, 1.461 cm³, SOHC 8 válvulas e injeção direta common-rail. Apresenta potência máxima de 86 cv a 3.750 rpm e torque máximo de 200 Nm a 1.750 rpm. Os modelos equipados com ele são identificados pela sigla DDiS.
K6A é um motor em alumínio com três cilindros em linha, orientação longitudinal, 658 cm³, DOHC 12 válvulas, injeção eletrônica multiponto sequencial e turbo-compressor com intercooler. Apresenta potência máxima de 64 cv a 6.500 rpm e torque máximo de 106 Nm a 3.500 rpm. Equipa a versão Keijidosha do veículo comercializada no Japão.
O Jimny tem a carroceria montada sobre um chassis do tipo escada e as suspensões dianteira e traseira possuem, cada uma, três braços de apoio, um eixo rígido, duas molas helicoidais e dois amortecedores. Somada à maior altura em relação ao solo e aos ângulos de entrada e saída, essa típica configuração de jipe tem como objetivos principais a rigidez estrutural e a flexibilidade no contato com o terreno, características úteis em um veículo off-road.
A tração 4x4 é do tipo selecionável (4WD, Four-Wheel Drive ou Part-time), com caixa de transferência de dupla relação (alta e reduzida) e rodas-livres com cubos de bloqueio automático por vácuo. As trocas entre os modos 2WD (tração traseira), 4WD (4x4 High) e 4WD-L (4x4 Low) são feitas via comandos eletrônicos no painel. Um sincronizador permite mudanças entre 2WD e 4WD em velocidades de até 100 km/h, mas ainda é necessário parar completamente o veículo para se acionar o 4WD-L (reduzida). Como não há um diferencial central incorporado à caixa de transferência, o uso dos modos 4WD e 4WD-L em pisos com boa aderência não é recomendado, sob risco de danos ao sistema de transmissão.
Possui quatro lugares e porta-malas com capacidade para 113 litros ou, no caso do rebatimento total dos dois assentos traseiros, 324 litros. Equipamentos de segurança como macaco e chave de roda são acondicionados em um pequeno espaço interno, sob o chão do porta-malas, enquanto o pneu sobressalente é fixado em um suporte na parte externa da porta traseira.

História[editar | editar código-fonte]

Hope Star ON360 (1965-1970)[editar | editar código-fonte]

A história do Jimny e demais veículos 4x4 da Suzuki tem início com o Hope Star ON360, pequeno utilitário 4x4 criado em 1965 pela Hope Motor Company do Japão. A primeira versão do ON360 era equipada com um motor Mitsubishi ME24D a gasolina (do Minica 1964), com dois cilindros em linha, dois tempos, 359 cm³, OHV, refrigeração a ar, potência máxima de 21 cv a 5.500 rpm e torque máximo de 31,4 Nm a 3.500 rpm. Em 1967, o ON360 foi submetido à aprovação do departamento de transportes do governo japonês e, em 1968, 15 unidades do modelo conversível foram produzidas para o mercado interno. Entretanto, devido ao fraco desempenho comercial e insuficiente retorno financeiro, a Hope Motor Company acabou sendo vendida à Suzuki naquele mesmo ano, bem como todos os direitos relacionados ao projeto do ON360.

LJ10 (1970-1972)[editar | editar código-fonte]

LJ10 / Jimny 360
Em 1970, após passar por diversas modificações, o novo ON360 foi apresentado, dessa vez com o nome de LJ10 (Light Jeep 10 ou Jimny 360). O visual havia sido aprimorado e o motor Mitsubishi ME24D substituído pelo Suzuki FB a gasolina, com dois cilindros em linha, dois tempos, 359 cm³, refrigeração a ar, potência máxima de 25 cv a 6.000 rpm e torque máximo de 33,4 Nm a 5.000 rpm. Possuía câmbio com 4 marchas sincronizadas e caixa de transferência com redução. O peso era de aproximadamente 600 kg e alcançava velocidades de cerca de 70 km/h. Trazia o pneu sobressalente instalado no lugar de um dos assentos traseiros, para que o comprimento total não excedesse 3 metros. Desse modo, o LJ10 poderia continuar inserido na categoria Keijidosha, o que lhe asseguraria benefícios fiscais e menor preço final. O LJ10 é considerado o primeiro veículo 4x4 da história da Suzuki.

LJ20 (1972-1976)[editar | editar código-fonte]

LJ20 / Jimny 360 Water Cooled
Em 1972, surgia o modelo LJ20 (ou Jimny 360 Water Cooled), com o novo motor L50 de 359 cm³ refrigerado a água e que, graças a uma maior taxa de compressão, agora alcançava potência máxima de 28 cv a 5.500 rpm e torque máximo de 37,3 Nm a 5.000 rpm. Assim como no LJ10, por segurança o freio de mão bloqueava diretamente a caixa de transferência, em vez das rodas traseiras. Com exceção de alguns detalhes, como a grade frontal de frisos verticais e as luzes de estacionamento separadas das de direção, o aspecto geral era basicamente o mesmo do seu antecessor, incluindo os três assentos e o pneu sobressalente no habitáculo. Para esse modelo, existiram versões com capota em metal ou lona, direção à direita ou à esquerda e bancos dianteiros com encosto de cabeça. Nos Estados Unidos, o LJ20 foi importado pela empresa IEC (International Equipment Co.).

SJ10 (1976-1981)[editar | editar código-fonte]

SJ10 / Jimny 55 / LJ50
O ano de 1976 marcou a introdução do modelo SJ10 ou Jimny 55, que trazia o novo motor T5, com três cilindros em linha, dois tempos, 539 cm³, potência máxima de 26 cv a 4.500 rpm e, graças a novos diferenciais, torque máximo de 52 Nm já a 3.000 rpm. Uma bomba de motocicleta era incorporada ao motor, para que a mistura de óleo e combustível fosse feita de modo automático. A velocidade máxima era de aproximadamente 100 km/h e o peso chegava aos 670 kg. O pneu sobressalente passava a ser fixado em um suporte externo na porta traseira, liberando espaço na cabine para a instalação de um quarto assento. Primeiro modelo da série SJ (Small Jeep), foi exportado para vários países, recebendo o nome de LJ50 em alguns deles. Na Austrália, a variação LJ50S trazia capota e portas em lona, enquanto a LJ50V possuía carroceria totalmente em metal, com o pneu sobressalente instalado na parte interna.

SJ20 (1977-1982)[editar | editar código-fonte]

SJ20 / Jimny 8 / LJ80
Lançado em 1977, o SJ20 ou Jimny 8 foi o último modelo da geração original. Apesar da semelhança visual com seu antecessor, trazia o novo motor F8A, com quatro cilindros em linha, quatro tempos, 797 cm³, SOHC 8 válvulas, potência máxima de 41 cv a 5.500 rpm e torque máximo de 61 Nm a 3.500 rpm. A velocidade máxima era de aproximadamente 110 km/h e o peso chegava aos 762 kg. O interior remodelado completava o conjunto de modificações. Devido às melhorias mecânicas, consumia menos combustível e emitia menos poluentes que o SJ10, ainda disponível no mercado interno japonês. Exportado para diversos países, recebeu nomes como LJ80 ou Eljot 80 (Holanda). Entre os novos acessórios disponíveis, estavam rodas esportivas, carpete para o assoalho, assentos melhores, quebra-mato e faróis adicionais. Em 1979, surgia um modelo pick-up para cargas leves, conhecido como LJ81 em mercados externos. O SJ20 permaneceu em produção até 1982, quando foi descontinuado.

SJ30 (1981-1987)[editar | editar código-fonte]

SJ30 / Jimny 550
Produzido apenas para o mercado japonês, o SJ30 estava equipado com uma versão discretamente aprimorada do motor T5, com três cilindros em linha, dois tempos, 539 cm³, potência máxima de 28 cv a 4.500 rpm e torque máximo de 53 Nm a 2.500 rpm. Trazia câmbio manual de 4 velocidades, suspensão um pouco mais macia, freios melhorados e novo sistema elétrico e de ignição. A maior novidade do SJ30, no entanto, era a carroceria redesenhada, com a estréia do estilo anguloso que se tornaria característica comum ao veículo em suas várias séries seguintes. Novo painel de instrumentos e interior remodelado completavam o conjunto de alterações. Entre as versões disponíveis, estavam as com capota em metal, em lona, totalmente conversível e pick-up, nenhuma delas exportada para outros países. O SJ30 é um modelo Keijidosha, diferente de seu sucessor, o SJ40, que não se enquadra nessa categoria.

SJ40 (1982-1984)[editar | editar código-fonte]

SJ40 / Jimny 1000 / SJ410
Lançado em 1982, o SJ40 ou Jimny 1000 marca o início das vendas em larga escala da série SJ. Estava equipado com o motor F10A, com quatro cilindros em linha, quatro tempos, 970 cm³, SOHC 8 válvulas, potência máxima de 52 cv a 5.000 rpm e torque máximo de 80 Nm a 3.500 rpm. Contava também com câmbio manual de 4 velocidades, freios de tambor nas quatro rodas, suspensões por feixes de molas semi-elípticas, amortecedores traseiros a gás, carroceria redesenhada para mais estabilidade, maiores ângulos de entrada e saída e novo interior. Estava disponível em versões com capota em metal, lona, totalmente conversível e pick-up. Na maioria dos países em que foi vendido, recebeu o nome de SJ410 e, além de exportado diretamente do Japão, foi também produzido em Linares, na Espanha, pela empresa Santana Motor, sendo lá conhecido como Samurai 1.0 ou Samurai Mil.[2]

SJ413 (1984-1988)[editar | editar código-fonte]

SJ413 / JA51 / Jimny 1300
Lançado em 1984, o SJ413, também conhecido no Japão como Jimny 1300 ou JA51, trazia o novo motor G13A, com quatro cilindros em linha, quatro tempos, 1.324 cm³, SOHC 8 válvulas, potência máxima de 70 cv a 5.500 rpm e torque máximo de 104 Nm a 3.500 rpm, inicialmente oferecido com carburador e posteriormente com injeção eletrônica monoponto. Um novo câmbio de 5 marchas melhorava o desempenho do veículo em altas velocidades e freios mais eficientes foram instalados nas quatro rodas. A suspensão ganhou barras estabilizadoras melhores e a carroceria e o interior foram redesenhados também. O SJ413, assim como o SJ410, recebeu diferentes nomes nos muitos mercados nos quais foi vendido ao redor do mundo, como por exemplo Suzuki Samurai, Chevrolet Samurai, Suzuki Sierra, Suzuki Santana, Suzuki Caribbean, Suzuki Potohar, Holden Drover e Maruti Gypsy. O modelo atual do veículo já recebe o nome original japonês (Suzuki Jimny) em diversos países.

JA71 (1986-1990)[editar | editar código-fonte]

Jimny JA71
O JA71 era basicamente uma versão Keijidosha do SJ413, lançada em Janeiro de 1986 para o mercado japonês. O novo motor F5A, com três cilindros em linha, quatro tempos, 543 cm³ e SOHC 8 válvulas, vinha equipado com um turbo-compressor que lhe conferia ganho em desempenho. Inicialmente, a potência máxima era de 42 cv a 6.000 rpm e o torque máximo era de 58 Nm a 4.000 rpm. Em Novembro de 1987, um intercooler era acrescentado ao F5A, ampliando sua potência para 52 cv a 5.500 rpm e seu torque para 70 Nm a 4.000 rpm. Todas as versões contavam com o câmbio manual de 5 marchas do SJ413 e um novo módulo aprimorado de injeção eletrônica, o EPI (Electronic Petrol Injection). Ainda em 1987, surge a versão com cabine elevada, que mais tarde também seria exportada. Entre algumas das diferenças visuais, estavam a tomada de ar do intercooler no capô, pneus maiores, faixas decorativas laterais, instrumentos de melhor visualização e, em alguns casos, grade dianteira com frisos horizontais.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1.  «Suzuki marks 40th anniversary of Jimny debut»Suzuki Motor Corporation (em inglês). Cópia arquivada em 14 de outubro de 2010
  2.  Quattroruote: Tutte le Auto del Mondo 1992, Milano: Editoriale Domus S.p.A., 1992, páginas 1323 a 1327.

Suzuki SX4

Suzuki SX4

Suzuki SX4
Visão Geral
Nomes
alternativos
Fiat Sedici Itália Hungria
Maruti Suzuki Sx4 Índia Shanti changan China Suzuki baleno
Produção2006 - presente
2012 - atualmente Brasil
2005 - 2014 (FIAT)
FabricanteSuzuki
Fiat
Modelo
ClasseCrossover monoCab
Carroceria4 portas hatch / 5 portas sedan
DesignerGiorgetto Giugiaro
Ficha técnica
Motor1.5 L DOHC I4
1.6 L DOHC I4
2.0 L DOHC I4
1.6 L turbodiesel I4
1.9 L turbodiesel I4
Transmissão5-velocidade manual transmissão ou 4-velocidade automática transmissão.
LayoutUtilitário esportivo Compacto
Modelos relacionadosFiat Sedici
Dimensões
Comprimento4.135 mm
Entre-eixos2.500 mm
Largura1.730 mm
Altura1.585 mm
Peso1265 kg
Tanque45 litros
Cronologia
Suzuki S-Cross
Suzuki SX4 é um carro crossover compacto desenvolvido pelas fabricantes Suzuki e Fiat, e produzido desde 2006 para substituir o Aerio/Liana como seu carro compacto. Embora pretendido originalmente somente para o mercado europeu, o carro é vendido no Japão, Índia, América do Sul, Austrália e América do Norte. Foi apresentado no Salão de Genebra 2006, e está sendo construído na fábrica em Esztergom, Hungria Suzuki do magyar e Japão. As 60.000 unidades previstas serão produzidas - 2/3 a ser vendidos pela Suzuki e 1/3 pela Fiat, rebatizado com o nome de Sedici. O projeto foi feito pelo estúdio de Italdesign de Giorgetto Giugiaro.
Em alguns países são comercializadas versões equipadas com transmissão continuamente variável (Câmbio CVT).[1]
O SX4 é um hatch altinho que até poderia ser confundido com um desses carros "off-road leves" que infestam as ruas. A diferença é ser dotado de uma tração 4x4 de verdade, com direito a distribuição automática da tração e bloqueio do diferencial traseiro. O porte um pouco mais jipeiro deve-se a que o SX4 tem 1,58 metro de altura e 17,5 cm de vão livre do solo. Tem 4,13 metros de comprimento, 1,73 m de largura e 2,50 m de entre-eixos em um visual bem comportado e harmonioso que lo caracteriza como um monocab (ou minivan).
As origens off-road da marca se da a conhecer no sistema i-AWD (Intelligent All Wheel Drive). A tração é dianteira, mas através de um pequeno interruptor no console central do carro é possível acionar a tração nas quatro rodas com distribuição automática. Há ainda, no mesmo comando, opção de bloqueio do diferencial traseiro. O conjunto inclui um motor 2.0 16V com 145 cv de potência a 5.800 rotações e torque máximo de 18,7 kgfm aos 3.500 giros, o mesmo que equipa a versão de entrada do SUV Grand Vitara por aqui. A transmissão é manual de cinco velocidades o câmbio automático de quatro velocidades (opcional).
A linha SX4 chega ao Brasil bem equipada. Na parte de segurança tem airbag duplo frontal e freios com ABS e EBD. No quesito conforto, ar-condicionado automático, direção elétrica, trio, computador de bordo, banco e volante com regulagem de altura, rodas de liga leve aro 16, abertura interna da tampa do reservatório de combustível e rádio/CD/MP3 com comandos no volante em couro.

Impressões ao dirigir[editar | editar código-fonte]

A tradição da Suzuki em veículos off-road se impõe no SX4. Com um leve jeito de jipinho e tração 4X4, o hatch compacto se comporta bem não só no asfalto, como na terra. E em trechos levemente enlameados e com buracos o modelo mostrou que é valente. Com a tração integral acionada, o SX4 exibiu força e disposição para encarar o off-road leve. Já ao enfrentar lama mais carregada, o bloqueio se mostrou eficiente e a suspensão bem acertada. Trabalhou bem e mostrou flexibilidade para copiar as ondulações do terreno.
Uma performance na terra obtida graças também ao eficiente motor 2.0 16V de 145 cv do SX4. O propulsor responde bem às investidas no pedal do acelerador e, com isso, o desempenho no asfalto é ainda mais competente. O zero a 100 km/h é feito em 9,5 segundos, graças também ao câmbio bem escalonado e com as primeiras relações mais curtas, o que privilegia maior agilidade nas arrancadas. Nos trechos de subida e em situações de ultrapassagens, o SX4 se sai bem. O torque já se apresenta de forma quase integral antes dos 3 mil giros, mantendo o motor cheio em uma boa faixa de rotações para efetuar as retomadas. Ainda nas estradas de serra, em curvas sinuosas se mostra bem equilibrado em velocidades baixas, torcendo o mínimo a carroceria. Acelerando mais o modelo começa a rolar um pouco. Nas retas, a estabilidade é boa até os 130 km/h, quando a comunicação entre rodas e volante passa a ficar imprecisa e a exigir sutis correções por parte do motorista. Em geral a estabilidade é ótima, ele parece grudar ao chão, transmitindo bastante segurança. A bordo o motorista fica em uma posição elevada ao dirigir, tem boa visibilidade lateral e traseira, quadro de instrumentos de fácil visualização e ainda conta com ajustes do banco e da coluna de direção, além de comando do som no volante. A maior parte dos botões é intuitiva e está ao alcance das mãos e dos olhos do condutor. O câmbio tem cursos curtos e os engates precisos. A direção elétrica facilita as manobras.
O espaço geral está de acordo com os compactos do mercado, com vão limitado para pernas, dois adultos bem acomodados atrás, mas com um vão para cabeça interessante, que aumenta a sensação de amplitude do habitáculo. Em matéria de acabamento, o SX4 aparenta bastante simplicidade e até certa rusticidade, mas encaixes e fechamentos são precisos na maior parte dos itens.
A partir de maio de 2015 o jipinho Suzuki SX4 não está mais presente nas importações para o Brasil, na marca japonesa o crossover cedeu lugar ao mais novo S-Cross.

Automobilismo[editar | editar código-fonte]

Suzuki SX4 WRC em 2007 IAA no Frankfurt, Alemanha
No Salão de Genebra, Suzuki confirmou que participará do Campeonato Mundial de Rali (WRC) FIA com a Suzuki World Rally Team. Com uma equipe própria a Suzuki particiou de algumas etapas em 2007 para o desenvolvimento do SX4, visando o campeonato de 2008. No primeiro evento da temporada 2008, o Rali de Monte Carlo, o piloto Per-Gunnar Andersson terminou em oitavo lugar com o modelo SX4.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Primeira geração (2006-2014) 
Segunda geração (2013-presente) 

Suzuki Vitara

Suzuki Vitara

Suzuki Vitara
Visão Geral
Nomes
alternativos
Chevrolet Tracker
Suzuki Sidekick
GMC Tracker
Geo Tracker
Pontiac Sunrunner
Asüna Sunrunner
Suzuki Escudo
Produção1997-presente
FabricanteCami Automotive
Modelo
ClasseSUV
CarroceriaJipe
Ficha técnica
MotorDiesel, 2.0 16v, ou V6
TransmissãoManual de 5 velocidades ou Automática de 3 velocidades
Modelos relacionados
Isuzu Rodeo
Lada Niva
Daihatsu Terios
Honda CR-V
Hyundai Tucson
Chevrolet Tracker
Dimensões
Entre-eixos2,20
Altura1,60
Peso1060 kg
Tanque100 litros No pota malas
390 kg 42 litros de combustível
Cronologia
Suzuki Samurai
Suzuki Grand Vitara
Suzuki Vitara é um automóvel criado em parceria entre a General Motors americana e a Suzuki. Sua produção foi iniciada em 1989 na fabrica do Canadá pela Cami Automotive.[1]
Vendido como Geo TrackerChevrolet Tracker e Suzuki Sidekick nos Estados UnidosSuzuki Vitara no BrasilPontiac/Asüna Tracker e GMC Tracker no Canadá, e Suzuki Escudo no Japão, foi vendido nas versões Conversível, Hard top e 4 Portas, com motor V6 e 4 cilindros até que em 1998 foi lançado o Suzuki Grand Vitara que substituiria o Vitara.
O nascimento do Vitara foi ocasionado por uma curiosa situação relacionada ao Suzuki Samurai, outro produto da Suzuki. O pequeno jipe, comercializado nos EUA, passou a ter alta incidência de capotagens. A NHTSA, órgão regulador da segurança de trânsito dos EUA, determinou que o veículo era inseguro e que para seguir em comercialização, deveria ser mais largo, mais longo e mais pesado. Isso forçou a Suzuki a criar um novo veículo, o Vitara.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Introduzido no Brasil em setembro de 1991 o Vitara teve muitos concorrentes, tais eles como Daihatsu FerozaDaihatsu Terios 1.3 e Lada Niva.
O Vitara, produzido no Japão, foi oferecido no Brasil em versões 3 e 5 portas, sendo a 3 portas disponível nas versões teto de aço e teto canvas. A versão 5 portas disponível apenas com teto de aço. O motor 1.6 8 válvulas inicialmente era carburado e desenvolvia 74 cv; a partir da versão 1993 veio com injeção eletrônica. Com oito válvulas passou a desenvolver 80 cv. Na versão 5 portas, o motor 1.6 de 16V desenvolvia 96 cv.
Houve também unidades vendidas com o nome Sidekick, essas provenientes do mercado norte-americano. Esses tinham algumas particularidades relacionadas às normas americanas. A versão 5 portas existiu até o ano 1995 sendo que em 1995 passou a ser disponível apenas como nome Vitara. Há exemplares raros de Sidekick com três portas, teto de aço, com motor 1.6 8V, do ano 1993. Houve uma série limitada de Sidekick ano de 1995 com teto canvas, 3 portas e motor 1.6 16V. Possuía acabamento mais simples que o Vitara Canvas 1.6 8V. Diferenciava-se externamente por luzes vermelhas nas laterais traseiras, faróis dianteiros separados das luzes direcionais (essas de cor laranja) e câmbio com 5a marcha mais longa.
Em todas as versões foi oferecido com câmbio manual 5 marchas, ou automático de 3 (1.6 8V) ou de 4 (1.6 16V) marchas.
Possuía tração traseira com opção 4x4 (4x4H) ou reduzida (4x4L).
Em torno de 1995 passou a ser oferecida a versão 5 portas com motor V6 2.0 opcional.
Foi vendido no país até 1998 até que foi substituído pelo Gran Vitara. O Gran Vitara seguiu no mercado brasileiro até 2003, comercializado na Rede Suzuki na versão de 2 e 4 portas, a gasolina e a diesel (essa apenas 4 portas). O mesmo modelo veio a ser comercializado pela General Motors, a partir do ano 2001, denominado como Chevrolet Tracker, este último somente oferecido na versão a diesel.
Em meados de 2003 a Suzuki sai do Brasil por problemas da alta do Dólar e etc.
As poucas vendas também contribuiram, em março de 2003 a Suzuki acabou com a comercialização de veículos no Brasil.
Atualmente ainda é possível de ver vários Suzukis, tais como Ignis e Jimny.
Em 2007 a General Motors retomou a comercialização do Tracker. Importado da Argentina, para não trazer problemas para a marca o volante não possuí logotipo. O Tracker 2007 possuí o antigo motor do Grand Vitara 2.0 16v, mas só na versão 4 portas.
A diferença entre o Gran Vitara seriam:
  • Lanterna traseira estilo Altezza
  • Logotipo da GM no cofre e na frente do carro
Hoje a Suzuki retorna ao Brasil trazendo o novo Grand Vitara, com um propulsor 2.0 16v com 140cv e com preços de R$ 89.000 a R$ 100.000 reais.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Primeira geração (1988-98) 
Segunda geração (1998-15) 
Terceira geração (2005-17) 
Quarta geração (2015-presente)